<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767</id><updated>2011-04-21T13:59:07.003-07:00</updated><title type='text'>CRONICAS E TEXTOS</title><subtitle type='html'>Cronicas, textos e comentários diversos sobre actividades nos tempos livres - 
Leitura - Musica - 
Montanhismo - Escalada - Trekkings - Vela ligeira - 
Outras actividades</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-116438253994419051</id><published>2006-11-24T07:22:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T07:35:39.970-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7434/2037/1600/545410/hopper2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 560px; CURSOR: hand; HEIGHT: 340px" height="276" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7434/2037/320/435100/hopper2.jpg" width="405" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“A pintura é a mais bela das artes; nela se concentram todos os sentimentos; ao olhá-la, os observadores conseguem criar um romance através da imaginação; um simples relance pode lançar a alma nas mais profundas recordações, um ligeiro esforço de memória e tudo se concentra instantaneamente. É uma arte completa que concentra todas as outras artes e as completa.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PAUL GAUGUIN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este quadro de Hopper não é nem de longe um dos seus mais conhecidos, mas é um dos meus favoritos.&lt;br /&gt;Em largas pinceladas, grosseiras, de carácter simplista e desajeitado, mas arrojadas e originais, prende e não mais larga o olhar. De imediato imagino o Cabo da Roca, a praia da Ursa, uma caminhada desde o Guincho, pelas arribas de cem metros, o constante conflito entre mar e rocha traduzido num eterno e surdo som do rebentamento das ondas,  a natureza insólita, inóspita, bruta e selvagem.&lt;br /&gt;Sinto de imediato em mim a vontade que Hopper teve em imortalizar este cenario e o que nos quis transmitir com a sua pintura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-116438253994419051?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/116438253994419051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/116438253994419051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/11/pintura-mais-bela-das-artes-nela-se.html' title=''/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114345647934333537</id><published>2006-03-27T02:43:00.000-08:00</published><updated>2006-03-31T00:27:35.056-08:00</updated><title type='text'>Alange - escalada</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/vista.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/vista.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Alguns meses invernais, escuros, sem gosto nem jeito, tinham-me lentamente retirado a vontade de praticar esta actividade. Ela estava esquecida, arrumada lá muito no fundo do meu espírito, coberta e imobilizada por pesadas camadas de outros assuntos por resolver.&lt;br /&gt;Escalar quase já não fazia parte do meu vocabulário, e de cada vez que passava pela mochila que contém arnês, expressos, pés de gato, fazia contas em como iria empandeirar o equipamento. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Foi não contar com a insistência do mais que generoso amigão Trindade, que, com o seu sexto sentido e sensibilidade para os amigos, sentindo a inércia que me vencia, me deu o empurrão que necessitava.&lt;br /&gt;Obrigou-me a dizer que sim, que os acompanhava. “E agora já não podes dizer que não”, associado a vários telefonemas e mensagens a solicitar confirmação. É a ele e a mais ninguém que tenho de agradecer o facto de ter ido.&lt;br /&gt;Saí de casa de madrugada, um pouco contrariado, confesso. Mas no momento em que vejo o António (outro nome do Trinitá) e o Álvaro, a alegria destas escapadelas invadiu-me por completo e voltei a sentir-me o antigo Henrique, cheio de entusiasmo pelo fim-de-semana que se avizinhava.&lt;br /&gt;Alange, quinze quilómetros a sul de Mérida foi desta vez o nosso destino. Três horas de estrada, incluindo a tradicional pausa-café e estacionámos o carro no parque de estacionamento ao lado de uma enorme albufeira e a respectiva barragem, de onde saía um trilho íngreme que nos levou de imediato às falésias.&lt;br /&gt;E lá estavam eles, os camaradas que tão poucas vezes vemos no ano, mas (se calhar por isso mesmo) tanto gosto temos em rever.&lt;br /&gt;O Miranda e a sua simplicidade e sabedoria de sessenta anos. Pequeno e seco, irradia a paz, sagacidade e discrição tranquilizadora de um monge budista.&lt;br /&gt;O eterno e incontestável chefe Jorge Gomes, notando-se agora um ou outro pêlo branco nas espessas e negras sobrancelhas, sinal de que o tempo não pára nem poupa, mas que não parou de abrir vias, a tentar matar um pouco todo o vício acumulado pelo Inverno. Nem sequer metralhou muito com a sua negra máquina fotográfica, tal era a ânsia de experimentar dedos e pontas dos pés nas vias “miudinhas” que por todo o lado se apresentavam. Boné de ciclista azul com pala para trás, só o víamos naquele seu estilo eficaz a vencer todos os obstáculos da excelente rocha quartzítica das paredes de Alange. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/grupo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 313px; CURSOR: hand; HEIGHT: 252px" height="210" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/grupo.jpg" width="258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Paulo Martins, Meia-Tenda para os amigos, seco e magro como sempre, convertido ao macrobiotismo ligeiro de quem come bife ao almoço e jantar, a curtir o ano sabático que gentilmente e para mim incompreensivelmente a administração da Europa lhe concedeu. É que ele é funcionário europeu. Este ano estando a chegar ao fim, prontamente já meteu requerimento para mais um ano, pois não esgotou todas as massas nem conseguiu terminar os vários cursos (fotografia, produção de filmes, etc) em que se envolveu. Adivinhamos no entanto o problema que será quando terá de voltar ao escritório, esquecidas que estão as rotinas diárias e a dolce vita profundamente enraizada. Não vai ser fácil, camarada.&lt;br /&gt;Foi ele o meu companheiro de cordada. Ainda agora fecho os olhos e vejo aquelas calças verdes-alface, que a perspicácia dos onze ou doze anos (não sei quantos, mas tento adivinhar) da Mafalda catalogou de “calças à gaja” e que ele confessou que realmente eram, visto não ter encontrado número adaptado na secção de “gajos”. Há coisas que só as crianças detectam.&lt;br /&gt;O Trinitá fazia parelha com o Álvaro e não pararam de subir e descer, a toda a mecha, fazendo jus à persistência dos treinos invernais no rocódromo. Hoje em dia são eles as estrelas da companhia, com todo o merecimento. Estão umas máquinas infernais, rocha é simplesmente com eles, não deixam nada para trás. Não é por acaso que actualmente os chamam de "cordada maravilha".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;A Ana Loureiro, que eu não conhecia, mas de quem já tinha ouvido falar. Com dois sonoros “dass” deliciosamente exprimidos no momento em que quase ia deixando  algumas  unhas num passo mais complicado, conquistou-nos a todos de imediato.&lt;br /&gt;Como o binómio feminilidade-palavrão das obras, quando bem aplicado, na altura certa, pode não chocar, pelo contrário, soa bem. Foi o caso. Ficou-lhe bem, foi bonito de se ouvir. &lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Emprestou-me um creme de protecção solar de um nunca visto grau 50+, que prontamente passei na minha desguarnecida cabeça, pois o sol era forte. Ainda hoje, depois de lavar por três vezes a cabeça, não o consegui retirar por completo. Vou ter de arranjar um desengordurante ainda mais potente para o próximo banho.&lt;br /&gt;Para a recompensar ainda tive oportunidade de lhe deitar o bocadilho para o lixo (claro que foi sem querer), enquanto arrumava os diversos sacos de plástico que por ali pousavam, na tentativa de colaborar com a limpeza do meio-ambiente.&lt;br /&gt;O novo aprendiz de maçarico, o Filipe, massacrado constantemente pelo Trinitá, que não lhe deixou um minuto de tréguas. Até lhe ordenou para que quando falasse não se atrevesse a olhar directamente para os olhos. Pelo menos enquanto ainda não fosse maçarico. O Filipe está a estudar matemática, a última cadeira que lhe falta para poder se inscrever no curso superior que quer frequentar, o de gestão do ambiente. E pela conversa que tivemos, de certeza que não vai ter problemas, quanto a mim, pois apresenta um nível mais que aceitável para curso superior.&lt;br /&gt;O Nuno, jovem monitor de escalada, surpreendentemente grande conhecedor e admirador de pintura impressionista, faceta que eu não lhe conhecia. Contou-me sobre as suas visitas aos museus franceses. É um personagem interessante e havemos de falar bem mais.&lt;br /&gt;A Ercília e o companheiro que recentemente adquiriram uma carrinha monovolume, totalmente equipada para viajar e acampar, com beliches, fogão, armários, frigorífico, que quase me despertou um sentimento de inveja perante a demonstração completa das suas potencialidades.&lt;br /&gt;Como vêem, para quem quiser aprofundar um pouco os contactos, vão-se descobrindo verdadeiros tesouros nesta malta escaladora, à partida injustamente rotulados de malucos incultos e pouco imaginativos pela maior parte das pessoas.  Falso, totalmente falso.&lt;br /&gt;A Ana Nery, que não perdeu nada da sua elegância na rocha, fortemente aplaudida após a subida da via mais difícil que se nos apresentou e o pesadão companheiro Peixoto, sempre pronto para uma briga de palavras sobre os direitos que o cidadão fumador deveria possuir neste mundo. (Mas não possui, e estão a ser constantemente diminuídos, felizmente).&lt;br /&gt;Para nos relembrar que a escalada é potencialmente perigosa, e que todos os cuidados são poucos, o João teve uma queda algo comprometida, de cabeça para baixo, com o resultado final de um grande corte na cabeça, não se sabe bem porquê, pois foi em zona protegida pelo capacete, e uma forte contusão no ombro. Lá foi para o hospital, só voltando às duas da manhã, após radiografias, tacs, exames, etc. Felizmente não foi nada de grave, mas ao presenciar a queda (eu estava mesmo ao lado), ocorreu-me que poderia ter sido bem pior.&lt;br /&gt;Desta vez houve uma notória “falta de gajas”. As escaladoras desistiram quase todas, não se sabe porquê. O Peixoto lançou a terrível e aleivosa observação de que haveria correlação entre as presenças do Trinitá e as ausências das meninas, certamente aterrorizadas ou fartas de o aturar. Boca maldosa que deixou o rapaz de rastos durante uns minutos, cabisbaixo, completamente demolido, sem vontade de subir mais uma via. Mas passou-lhe rápido, quando o patrão o sossegou, dizendo que realmente era um facto, que nunca tinha havido tão poucas escaladoras, mas que não se apercebia de correlação nenhuma. Seria uma simples coincidência que iria ser desmontada já na próxima saída a realizar em breve. Ao ouvir isto, Trindade esboçou o seu melhor sorriso e atacou-se ainda com maior fervor a uma seisbê que por ali se apresentava.&lt;br /&gt;O acidente do João provocou uma certa crise, quando foi preciso pensar em lhe dar cama para a noite, a ele e à Loureiro. É que só tinhamos oito quartos já ocupados. Um deles com uma cama de casal e uma outra cama simples. O Álvaro imaginativa e retorcidamente colocou os dois escaladores na cama de casal e a Loureiro na outra cama, tudo separado pelo roupeiro colocado entre ambas as camas, de portas abertas, a servir de biombo. Que grande trabalheira que isso seria. Felizmente que a mente do Meia-Tenda, fresquinha da falta de uso pelo longo ano sabático, e nada à vontade em dormir com um escalador na mesma cama, entrou em acção e apresentou um bem melhor plano que o que a mente algo complicada do Álvaro tinha inventado. A Ana Nery e filha passavam para esse quarto, ficando assim um quarto de “gajas”, enquanto os escaladores trocavam de quarto, para duas camas separadas, poupando-os a uma noite mal dormida em cama de casal, sempre a pau com a perna do parceiro que poderia inadvertidamente entrar em contacto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/mapa.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="196" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/mapa.0.jpg" width="268" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Alange é mesmo bonito. Para quem teve o cuidado de virar de quando em quando as costas às paredes, pôde observar uma paisagem lindíssima, até muito longe, água e campos a perder de vista, assim como dezenas de cegonhas a pairar no ar. (Gaivotas, dizia a Mafalda).&lt;br /&gt;Além disso, Alange tem boa cerveja. Prova disso foram os fins-de-tarde passados nos bares, a picar diversas iguarias e a beber os tubos e canhas que se nos iam apresentando pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escalei o que havia a escalar, cuidadosamente, sem grandes aventuras nem riscos. As vias estavam muito bem protegidas, plaquetes muito perto umas das outras. Por vezes perto demais. Refiz a mão e no final senti-me de novo à vontade, e mais, com o apetite de novo presente, a pensar na próxima saída a que certamente não faltarei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O comentário na volta, em uníssono (Trinitá, Álvaro e eu) : Isto não falha. Mais um fim-de-semana do caneco, para recordar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114345647934333537?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114345647934333537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114345647934333537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/alange-escalada.html' title='Alange - escalada'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114295065788670379</id><published>2006-03-21T06:15:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T06:17:37.910-08:00</updated><title type='text'>Tennis - Interclubes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Interclubes  +50 anos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Domingo, última jornada do nosso grupo. Recebemos o Torres Vedras. Dentro do court não tiveram hipóteses. Nós ainda estamos muito aguerridos da campanha do ano passado. 6-0 6-2 para mim, 6-1,6-2 para o Brito, 6-1 6-1 para o par. Às 15.15 estava tudo terminado, após algumas resmungadelas do adversário sobre as duplas faltas que faziam e a nossa falta de piedade, pois não deixávamos ponto nenhum por fazer.&lt;br /&gt;Fora do court, deram-nos de avanço. Fomos beber umas merecidas imperiais, conversa puxa conversa, primeiro sobre velhice, a nossa preocupação em manter a integridade física durante um jogo, depois a já clássica gripe das aves, toda a gente que come porco em vez de galinha, e não é que nos convidam a participar no torneio de veteranos que eles organizam em Setembro? “Venham, venham. A jantarada é um porco daqueles grandes, assado no espeto. Venham, inscrevam-se no torneio, e se não quiserem jogar, também não faz mal. O que interessa é o porco e esse até vai sobrar.”&lt;br /&gt;É claro que a conversa animou logo.&lt;br /&gt;É isto que é bom. Aos cinquenta, uma derrotazinha não faz mal nenhum, o que interessa é a camaradagem. E nesse capítulo, esmeraram-se e ultrapassaram-nos a grande velocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos assim apurados para a final, que tudo o indica, será contra o CIF. Mas aí a música vai ser outra, pois esses não brincam em serviço. Para esses não existem almoçaradas de porcos para oferecer, mas sim, se possível, raquetadas na cabeça do adversário. Ganhar a todo o custo é o lema deles. Vai haver guerra.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114295065788670379?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114295065788670379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114295065788670379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/tennis-interclubes_21.html' title='Tennis - Interclubes'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114293481734331027</id><published>2006-03-21T01:45:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T03:51:41.650-08:00</updated><title type='text'>Planadores e porco à "Obelix"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/planador_1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 252px; CURSOR: hand; HEIGHT: 193px" height="211" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/planador_1.jpg" width="272" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Almoço comemorativo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Este sábado não houve actividades do tipo físico.&lt;br /&gt;Participei no almoço anual comemorativo do clube de voo à vela de Portugal.&lt;br /&gt;Para os que nunca ouviram falar de tal actividade, trata-se de voar em aviões sem motor, confiando unicamente no talento de descobrir correntes de ar ascendentes que nos elevam nas alturas e aproveitar a sua grande capacidade de planar, descendo lentamente, até encontrar outra corrente ascendente. Se não encontrar, tem de pousar.&lt;br /&gt;Nada de motores nem o seu ruído incomodo. Só o silvar do vento, os delicados comandos e a argúcia baseada em algum conhecimento em encontrar as desejadas ascendentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um pouco à maneira das águias, abutres, grifos, os quais evitam sempre despender energia em movimentos de asas.&lt;br /&gt;Eu próprio nunca pratiquei este desporto, mas tradição na família, existe. O meu pai, com quase oitenta anos, não perde um fim-de-semana para o fazer. A minha mãe deixou de o fazer há uns anos, mas foi pioneira na actividade e detentora de vários recordes em Portugal, um dos quais, o de distância máxima, que perdurou por mais de uma década.&lt;br /&gt;Voei uma ou duas vezes na sua companhia, uma delas sobrevoando a serra de Gredos, em Espanha, a partir de Ávila. Lembro-me do silvar do vento e da insólita parelha formada com uma águia que aproveitava a mesma ascendente, circulando à nossa volta, cada um na tentativa de conquistar espaço ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O almoço comemorativo foi realizado no clube de tiro na Ota. Para os membros activos do grupo, certamente que se trata de mais uma confraternização, pois não há fim-de-semana em que não estejam juntos. Interessante é para aqueles que o deixaram de fazer há uns tempos. Têm assim oportunidade de rever pessoas, antigos companheiros, que a solidariedade de efectuarem o mesmo desporto, criaram laços indeléveis no tempo. E foi o que aconteceu.&lt;br /&gt;A minha mãe apresentou-me a uma senhora da sua idade, dizendo. “Este é o meu filho mais velho. Lembra-se dele?”&lt;br /&gt;E lá vinha o comentário mais que comum: “Ena tão grande (não se atreviam a dizer –tão careca que ele está), lembras-te de mim, quando eu ia convosco e a tua mãe para o Guincho?”&lt;br /&gt;Eu não me lembrava mesmo nada e respondia: “Se lhe dissesse que sim, que me lembrava, estava a mentir.” No entanto, só este laço comum criava um óptimo bem-estar de pertença a um grupo, mesmo que tenha sido há mais de quarenta anos.&lt;br /&gt;Por sinal, tratava-se de Isabel Rilvas, a primeira pára-quedista portuguesa e que formou grande pandilha com a minha mãe. Veja-se assim o interesse que estas pessoas têm, as actividades que efectuavam, no contexto do radicalismo que eram há cinquenta anos. É interessantíssimo ouvir essas histórias antigas, que passam sempre pelas aterragens forçadas fora de pista, das viagens efectuadas, dos recordes batidos, etc. etc. Não se fala de outra coisa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Preocupado com o almoço, fui investigar. Deparei assim com o enorme porco, já meio esfatiado, a assar lentamente nas brasas, cuidadosamente seguido e manipulado por dois locais, com quem estive em agradável conversa, sobre porcos, a Ota, a vida deles, etc. Dava para uma história. Claro que ao sentar-me à mesa, já tinha engolido várias febras, mergulhadas no molho bêbedo, de receita própria, oferecidas por eles, juntamente com a recomendação de não perder o arroz de feijão que a esposa de um deles tinha acabado de cozinhar. Os meus dedos foram limpos nos panos que eles penduravam à cintura.&lt;br /&gt;“Está a comer muito pouco, hoje” foi o comentário que me fizeram à mesa. Calei-me e não desvendei o segredo. Pudera. Já tinha pelo menos quatro febras no bucho, comidas à mão, como manda a tradição, para estes “porcos à Obelix”. Os gauleses não tinham de certeza talheres, e se os tivessem, serviam para outra coisa qualquer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/IMG_0731_1.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 277px; CURSOR: hand; HEIGHT: 197px" height="175" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/200/IMG_0731_1.jpg" width="239" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;No final do almoço houve distribuição de prémios e lembranças, desde recompensa para o melhor (também há competição), até lembrança para os mais velhos, para os que aterraram mais vezes fora da pista, etc.etc.etc. Todos foram contemplados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, rápida viagem de volta, para a actividade seguinte. Repouso absoluto, sobretudo não incomodem a  jibóia a esmoer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Site na net para mais informações e óptimas fotografias :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.vooavela.net"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;www.vooavela.net&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114293481734331027?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114293481734331027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114293481734331027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/planadores-e-porco-obelix.html' title='Planadores e porco à &quot;Obelix&quot;'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114200295338660995</id><published>2006-03-10T06:59:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T07:02:33.416-08:00</updated><title type='text'>Leitura</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;O prenuncio das águas   -   Rosa Lobato Faria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou quase no fim, ainda não o acabei de ler, mas surge-me uma necessidade imperiosa de vos falar sobre este livrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é simples. À volta de um acontecimento principal, o fecho de uma barragem recentemente concluída, as águas em breve irremediavelmente subirão e irão submergir uma aldeia. Poderia ser o Alqueva, Foz Côa, outra qualquer. Não está especificado, mas também não é importante.&lt;br /&gt;Uma jornalista filha de emigrantes em França, por motivos pessoais, resolve vir para a aldeia, suas raízes longínquas, tentar descrever e retratar o que serão os dias finais da mesma.&lt;br /&gt;O que no início parece uma pacífica e quase idílica aldeia, com os seus habitantes que vivem a um ritmo lento, pleno da sabedoria acumulada por séculos de vivências, vai-se progressivamente transformando em algo muito diferente. Vão-se descobrindo os dramas e profundos traumas que uma vida simples e parada pode proporcionar.&lt;br /&gt;Vidas vividas sem loucura, sem criatividade, em que o lado animal, por mais escondido e reprimido que esteja, sempre que tem oportunidade de se manifestar, fá-lo com toda a violência, sobrepondo-se a todas as outras considerações éticas e morais, deixando-nos a impressão de que todas as vidas são realmente incontroláveis.&lt;br /&gt;E à medida que as águas vão subindo, mais fundo se penetra nos cantos escuros das almas dos protagonistas, mais nos vamos afogando no negrume daquelas vidas, a ponto de nos interrogarmos: “Como é possível?”&lt;br /&gt;Fez-me lembrar versos do FP, na “&lt;em&gt;Mensagem – Quinta / D. Sebastião&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sem a loucura que é o homem&lt;br /&gt;Mais que a besta sadia&lt;br /&gt;Cadáver adiado que procria?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vidas sem loucura, bestas sadias que espreitam a mínima oportunidade de virem à superfície.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda me falta ler o último capítulo, mas não posso esperar o final para vos recomendar a leitura deste livrinho, pequeno, mas de uma riqueza e densidade enormes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há realmente bons autores em Portugal. É preciso é descobri-los.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114200295338660995?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114200295338660995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114200295338660995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/leitura.html' title='Leitura'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114198621027106874</id><published>2006-03-10T02:16:00.000-08:00</published><updated>2006-03-10T02:23:30.296-08:00</updated><title type='text'>Tennis - interclubes</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tennis, interclubes, grande e alta competição&lt;br /&gt;Acabou-se o jogo, desta vez foi uma vitória&lt;br /&gt;Subo à rede e, vaidoso, aperto a mão&lt;br /&gt;Do adversário, que, invejoso da minha glória&lt;br /&gt;Murmura despeitado : “se não fosse esta lesão&lt;br /&gt;Terias sido derrotado, pois teria feito um jogão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No campo ao lado, o Brito, quase derrotado&lt;br /&gt;Corre a uma bola mais curta que o normal&lt;br /&gt;Corre coxeando, o músculo já rebentado&lt;br /&gt;Voa atrás do ponto, que este é mesmo vital&lt;br /&gt;Como é de adivinhar, chega mais que atrasado&lt;br /&gt;O ponto foi para o outro e o Pedro está arrumado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que ganhar este jogo, estamos tão nervosos&lt;br /&gt;Entram em campo o nosso par Miguel e Serra&lt;br /&gt;Do outro lado da rede só uma dupla de idosos&lt;br /&gt;De movimentos tolhidos, com temor da guerra&lt;br /&gt;Mas a eles mais parecem dois guerreiros valorosos&lt;br /&gt;Não vêm que gemem com dores, sempre queixosos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vitória, derrota, tantas batotas e discussões&lt;br /&gt;Valerá a pena tantos trabalhos e canseiras&lt;br /&gt;Jogar por jogar é divertido, não a competição&lt;br /&gt;Competição paralisa o braço, só fazemos asneiras&lt;br /&gt;Queremos ganhar, mostrar a potência do leão&lt;br /&gt;Dos gatinhos que somos, mais do que isso, não.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114198621027106874?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114198621027106874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114198621027106874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/tennis-interclubes.html' title='Tennis - interclubes'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114172625340143540</id><published>2006-03-07T02:01:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T02:40:56.226-08:00</updated><title type='text'>CCB - Exposição Frieda Kahlo</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/KAHLO.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="291" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/KAHLO.jpg" width="226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Frida Kahlo.&lt;br /&gt;Como gostaria de te ter conhecido.&lt;br /&gt;Mas cessaste de viver um ano antes de eu me iniciar neste Mundo. Deixaste este mundo com alívio, finalmente a prisão que o teu corpo constituía, o envelope e recipiente da tua mente e espírito, tão maltratado pela roda da sorte nesta vida, abria as suas portas para poderes escapar-te de vez.&lt;br /&gt;Tive no entanto a oportunidade de te apreciar e de me aperceber de pequenos elementos constituintes do puzzle complexo e tão atraente da tua personalidade, isto durante esta exposição em tua honra, no Centro Cultural de Belém.&lt;br /&gt;Hoje em dia és alguém da História, o teu nome é conhecido, foste classificada por André Breton como uma pintora surrealista.&lt;br /&gt;Não sei definir o surrealismo, ainda não. Hei-de lá chegar. Mas os teus quadros pareceram-me impregnados de simbolismos, fáceis de ver e sentir, todos eles elementos do tal puzzle da tua personalidade e vivências e não de sonhos que eventualmente poderias ter tido. Não são naturezas mortas, onde o factor mais importante é a técnica de pintura e efeito estético que emanam, mas sim retratos da tua alma, onde a técnica e composições cromáticas pouco importam comparados às mensagens transmitidas.&lt;br /&gt;Poliomielite aos seis anos de idade, gravíssimo acidente que te destruiu a bacia e a coluna aos dezoito anos. Sobreviveste miraculosamente, unicamente para sofreres dores físicas o resto da tua vida, sabendo sempre que não havia melhoria nem solução. Que desespero deve ter sido para alguém com tanta vontade de liberdade física e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de ver algumas fotos tuas, criança pequena, cara robusta e de certa maneira tosca e forte. Outra foto mostrando uma jovem, não sei se antes ou depois do acidente, cheia de personalidade, um pouco de arrogância e orgulho na pose, segurança, não muito bonita, mas plena de vida. Indomável, foi o que me ocorreu. Deves ter sido indomável.&lt;br /&gt;Outras fotos mostram o teu pai, de origem alemã e a tua mãe, mexicana. Mistura explosiva, dirão alguns. Grande dicotomia, algum conflito, digo eu, pois detectei que assinas os teus quadros, às vezes como alemã (Frieda, o teu nome correcto), outras como mexicana (simplesmente Frida), esquecendo o “e” germânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casaste-te com Diego Rivera, pintor mexicano, pontualmente íntimo de Picasso, que transitou pelos estilos de pintura da época. Impressionismo, cubismo, até se fixar nas pinturas murais, com estilo próprio, após influências adquiridas durante a sua estadia em Itália. Personalidade controversa, conflituosa, provocador em demasia, bem expressa pelos cancelamentos de contratos de murais que ele executava, um nos Estados Unidos por ter pintado a cara de Lenine, outro em Moscovo, por ter incluído Trotsky.&lt;br /&gt;Não deve ter sido uma relação fácil. Mas a frase lá exposta sobre Rivera diz muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também tu não deves ter sido fácil. Detecta-se imprevisibilidade, instabilidade, aborrecimentos e consequentes mudanças radicais. Devias passar por cima de tudo e de todos, sem olhar para trás, deixando estragos, cacos e ruínas fumegantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia a dia vestias-te com uma originalidade sem limites, no limiar da extravagância, adoptando tecidos e formas tradicionais dos mais antigos habitantes da tua Terra. Três desses vestidos estão aí expostos. O do meio, com tons de azuis, amarelos e encarnados, em padrões finíssimos, é muito sinceramente um quadro digno dos melhores mestres. Só por si vale a deslocação ao CCB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tuas pinturas não são as mais estéticas, muitas vezes composições cromáticas apagadas, tristes, sem relevo especial. Mas como já referi, reflectem o estado de espírito, a tua vida, os teus sentimentos, o que me fez passar duas horas muito agradáveis e plenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconselho vivamente a ida a esta exposição. Mas, para a apreciar correctamente, há que ir já muito bem informado sobre quem era o personagem. Literatura não falta, é só ter a curiosidade e a iniciativa de o fazer.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114172625340143540?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114172625340143540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114172625340143540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/ccb-exposio-frieda-kahlo.html' title='CCB - Exposição Frieda Kahlo'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114165326396475286</id><published>2006-03-06T05:44:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T05:54:23.996-08:00</updated><title type='text'>Cinema</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;“MUNIQUE”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Munique” foi desta vez o filme escolhido para ocupar a sexta-feira à noite.&lt;br /&gt;O nome “Spielberg” aliado à relativa actualidade do assunto do filme, parte integrante do conflito israelo-árabe, sempre a evoluir, mas no fundo, sempre em status-quo, sem solução possível devido aos radicalismos e profundas desconfianças e divergências existentes.&lt;br /&gt;“Munique” existiu. Foi verdade. Assim como o seguimento da história, subterrânea, escura, apagada, mas persistente e eficaz. Eliminar vingativamente, um a um, os responsáveis pelos atentados ocorridos durante os Jogos Olímpicos de Munique, com o objectivo final de avisar sem ser por palavras vãs de que “quem mata, morre”.&lt;br /&gt;Podia e devia ser um bom filme.&lt;br /&gt;Não foi.&lt;br /&gt;Não foi por múltiplas razões, todas relacionadas com o simples facto de que nos Estados Unidos não se produzem filmes para contar os factos reais, mas sim para “vender”. Não é a proclamada sétima arte, mas sim uma produção contínua de imagens próprias para entreter e impressionar o vulgar labrego comedor de pipocas, de cuja massa e números sem fim se extorquem os cobres necessários para enriquecer a indústria. No final, esses saem alegres e contentes, pois viram as habituais cenas de sangue a espirrar como de torneiras abertas ao limite, de buracos de balas em corpos humanos, sempre em localizações inventivas, as mais que comuns cenas de sexo, as mais que estudadas e gastas personalidades-tipo que  os actores principais encarnam.&lt;br /&gt;No filme, o comando enviado pelos israelitas era composto por “amadores”, que falhavam de vez em quando o fabrico de bombas, que agiam sempre de forma mais que suspeita, que fugiam a correr das cenas de crime, muitas vezes no meio de chuva cerradíssima de balas de metralhadoras, sem que nenhuma os tocasse por milagre. Quando eles próprios disparavam uma rajada, os inimigos tombavam como peças de dominós ou como os múltiplos painéis de publicidade nas estradas em dias de sudoeste mais forte. Tudo isto acompanhado de nuvens de fumo branco, tipo cigarro mal apagado, que durante uns segundos saíam dos buracos de balas dos corpos dos árabes terroristas.&lt;br /&gt;Além disso, os israelitas tinham rebates de consciência quando conseguiam eliminar um dos adversários, fruto do amadorismo com que eram descritos. Mas continuavam na missão e lá iam eliminando, sempre cheios de problemas morais, riscando um a um os nomes da lista que lhes tinha sido fornecida por uma alta patente da pátria.&lt;br /&gt;Acham isto possível?&lt;br /&gt;Eu não.&lt;br /&gt;Se foram eliminados, foram-no de certeza por “profissionais”, que não fogem a correr das cenas do crime, que não falham o fabrico de bombas, nem mostram qualquer rebate de consciência em fazê-lo.&lt;br /&gt;Cinema “americano” no seu melhor e pior, com Schwarzeneggers e Rambos mais fininhos, deltóides e triceps menos desenvolvidos, mas mais poetas lamechas, mais dúvidas existencialistas, que despacham os adversários a golpes de bombas, em vez dos murros e bazookas tradicionais.&lt;br /&gt;Há ainda que referir que todas estas cenas violentas eram acompanhadas do barulho ensurdecedor de duzentas maxilas de jovens, todos iguais, os representantes masculinos de cabelos espetados na frente, os representantes femininos de umbigo exposto às intempéries, a mascarem continuamente, sem descanso, quilos de pipocas brancas. Um odor persistente, enjoativo, não a carne humana morta proveniente do ecrã gigante como seria de supor nestes cinemas envolventes e sensoriais, mas sim emitido para o ar pelos metros cúbicos das mesmas pipocas confeccionadas nas cozinhas da Lusomundo.&lt;br /&gt;E no final, ainda assistimos aos batalhões de mulheres de limpeza a apressarem-se a recolher todos os restos meios pisados que manchavam de branco as bonitas alcatifas da sala de cinema e corredores que lhe dava acesso.&lt;br /&gt;Resta a observação final :  coitado do Spielberg, nunca suficientemente rico nem liberto das grandes produtoras Hollywoodescas, para finalmente poder produzir um filme que se possa equiparar a  sétima arte.  Que olhe para a frente, pois foi ultrapassado em grande velocidade por Woody Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Mrs HENDERSON”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo à tarde, novo filme. A chuva anulara os meus programas de ar livre.&lt;br /&gt;Desta vez, cinema britânico. Joguei pelo seguro.&lt;br /&gt;E aí estava a diferença abismal. A sofisticação em comparação com o primitivismo e comercialismo de “Munique”. Baixo orçamento contra fortunas gastas em explosões e efeitos especiais. Uma história verdadeira, engraçada, interpretada por fantásticos actores. Personagens interessantíssimos, bem caracterizados. Personagens reais, palpáveis, onde podemos reconhecer algumas das nossas forças e fraquezas e que no final ainda nos transmitem alguma mensagem. Sem buracos de balas nem explosões, a não ser as dos esporádicos bombardeamentos nocturnos de Londres durante a segunda guerra.&lt;br /&gt;Humor britânico, tão bem doseado. Filme tranquilo, sereno, mas ao mesmo tempo cheio de acção e humanidade.&lt;br /&gt;Muito resumidamente, a história descreve a gestão de um teatro que teve muito sucesso durante a segunda guerra, devido à audacidade e espírito criativo da dona e respectivo manager, que souberam inventar novas formas e tipos de espectáculo. Mais não conto, pode perder a piada.&lt;br /&gt;A sala de cinema era de 86 lugares e nem metade estava ocupado. O estilo dos espectadores contrastava brutalmente com os de “Munique”. Mais velhos, mesmo quase todos da “terceira idade”, mas que riram sempre com bom gosto das cenas hilariantes que o filme apresentava. Poucas ou nenhumas pipocas. E no final, caras bem dispostas a saírem da sala, de um público que não é diferente daquele que costumo ver em salas de concertos de música clássica e que respiram gosto por arte, saber-estar e boas-maneiras.&lt;br /&gt;A questão final que se põe: Será que a juventude espectadora do “Munique “ dentro de muitos anos também apreciará um “Mrs Henderson”? Ou que este tipo de filmes está condenado a desaparecer definitivamente da actualidade cinematográfica, falho de renovação de público?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114165326396475286?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114165326396475286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114165326396475286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/cinema.html' title='Cinema'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114129075070296757</id><published>2006-03-02T00:50:00.000-08:00</published><updated>2006-03-02T01:12:30.716-08:00</updated><title type='text'>Tennis - A temporada recomeça</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sábado dia 4 de Março recomeça oficialmente a temporada dos interclubes. às duas da tarde, no Estoril, iremos defrontar o nosso primeiro adversário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estas duas últimas semanas a correspondência mail e telefónica entre os participantes da equipa aumentou muito sensivelmente, demonstrando a todos o importante que esta prova é para nós (ao contrário do que vamos habitualmente comentando). "Já estou velho para isso, já não tenho paciência, tenho mais que fazer" são os comentários habituais que se fazem ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No entanto, agora a música é outra. A adrenalina sobe para níveis agradáveis, especula-se sobre a força tenistica das outras equipas, treina-se com afinco, elaboram-se tácticas e sobretudo espera-se impacientemente e com níveis de ansiedade assaz descontrolados  pelo primeiro grande embate da época. Sábado, 14.00 horas serão trocadas as primeiras bolas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Pedro curou o ténis-elbow, mas agora luta contra uma contractura dos gémeos e contra o tempo para a curar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Miguel desta vez não está, o traidor preferiu uma temporada na neve em vez de colaborar para a medalha que este ano iremos ganhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Serra, igual a sempre, com o nervoso, vai fumando mais um maço de tabaco do que o habitual. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já estamos todos em estágio, massagens, alimentação mais cuidada, preocupações em dormir o máximo possivel, de forma a podermos dar o "máximo" no próximo sábado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sábado à noite iremos receber as medalhas tão árduamente conquistadas no ano passado.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Será na Quinta dos Lombos, em Carcavelos, em cerimónia oficial promovida pela Camara de Cascais, para distinguir os feitos desportivos mais significativos ocorridos durante 2005. E nós lá estaremos, de blazer desempoeirado e gravata com motivos de raquetes e bolas de ténis para receber o prémio e o aperto de mão do Capucho, que tão merecidamente nos é devido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;PS :&lt;/span&gt; Não se esqueçam da inauguração da exposição de pintura da minha irmã - sábado 17.30 em Santos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vejam o artigo anterior dedicado a este evento e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;não faltem.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114129075070296757?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114129075070296757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114129075070296757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/03/tennis-temporada-recomea.html' title='Tennis - A temporada recomeça'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114060507385170928</id><published>2006-02-22T02:27:00.000-08:00</published><updated>2006-03-01T00:35:52.510-08:00</updated><title type='text'>Velhos discos - Novas sensações</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/King%20Crimson%20-%201969%20-%20In%20the%20Court%20of%20the%20Crimson%20King%20-%20Front.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 278px" height="291" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/320/King%20Crimson%20-%201969%20-%20In%20the%20Court%20of%20the%20Crimson%20King%20-%20Front.jpg" width="284" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;In The Court Of The Crimson King&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Penso que foi ao folhear um suplemento de jornal que literalmente caí sobre um artigo de musica que me recordou esta banda. King Crimson.&lt;br /&gt;Tinha desaparecido da minha memória há uns bons trinta anos. Agora retornava com força e tive um enorme desejo de a voltar a ouvir.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;King Crimson&lt;/em&gt;. Poucos amigos meus os apreciavam. Era o tempo dos Genesis, Pink Floyd do “Dark Side of the Moon” e seguintes, Yes. Eram os anos 74, 75, 76.&lt;br /&gt;Eu apreciava-os. Não eram a minha banda favorita, mas sempre achei a música deles bastante elaborada, complexa, interessante.&lt;br /&gt;Obtive o álbum por intermédio do meu filho, aconselhando-o a ouvir, apesar dos mais de trinta e cinco anos de idade deste disco. Grande amador de música contemporânea, muitas vezes acede a um aceno de cabeça condescendente quando lhe falo dos grandes grupos da minha juventude. Mas ouviu este e disse: "&lt;em&gt;São bons, pai&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;Eu, pelo meu lado, fiquei estupefacto. A maior parte dos discos editados desse tempo, hoje em dia perderam actualidade. Instrumentos fora de época, sonoridades muito mais simples, qualidade e meios de gravação vetustos. Este, no entanto, a meu ver, não perdeu nada. Para mim, ganhou qualidade, apesar do ano de edição ser, espante-se, 1969.&lt;br /&gt;As melodias são intemporais, os instrumentistas são perfeitos na técnica e busca de sonoridades diferentes, as composições são complexas, as letras são poesias.&lt;br /&gt;Que disco fantástico.&lt;br /&gt;Aconselho-vos a ouvirem com atenção o tema “I Talk to the Wind” com as suas doces flautas em dueto, melódicas, inventivas, complementando-se perfeitamente. Uma obra de arte. Mas todo o disco é assim. Cada nova musica é uma imensidade de detalhes a descobrir.&lt;br /&gt;Percorri a discografia dos King Crimson na Net. Têm uma obra considerável, continuada depois por Robert Fripp, o guitarrista e alma do grupo, em solo e em conjunto com outros artistas. Dezenas de discos que não vou deixar de percorrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo a descobrir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114060507385170928?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114060507385170928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114060507385170928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/velhos-discos-novas-sensaes.html' title='Velhos discos - Novas sensações'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114053662207328182</id><published>2006-02-21T07:41:00.000-08:00</published><updated>2006-03-01T00:33:39.686-08:00</updated><title type='text'>Pintura - le fauvisme</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/1600/matisse23.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="160" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/7434/2037/200/matisse23.jpg" width="218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Domingo passado fui ver a exposição de pintura no Museu do Chiado, dedicada ao fauvisme.&lt;br /&gt;Não fazia a mínima ideia do que era o referido movimento. Rapidamente procurei na NET as referências sobre este assunto, de forma a ir com alguma informação.&lt;br /&gt;Soube assim que o fauvisme tinha surgido em França, baptizado durante uma exposição de pintura em Paris, em Outubro de 1905, com base num comentário de um critico de arte da época, relativamente a telas apresentadas por um grupo de pintores, cuja figura de proa foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Quadro de Henri Matisse&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Henri Matisse.&lt;br /&gt;As cores puras e fortes e as ausências de perspectivas, de profundidade e de volume caracterizam este estilo e causaram grande “escândalo” (segundo ditos da época), a palavra que na altura foi empregue para o descrever. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estilo que derivava do Post-Impressionismo, essencialmente de Gauguin, serviria mais tarde de rampa de lançamento ao Cubismo. Foi rapidamente abandonado pelas suas figuras principais, não tendo durado mais de oito anos.&lt;br /&gt;Logo à entrada, do lado direito, as primeiras telas a observar. Um Matisse e um Renoir. As jóias da exposição, pelo menos em valor. Uma linha preta desenhada no solo, a cerca de 1,5 metros da parede, representava a distância mínima a que se podia observar os quadros. Alguém aventurou um pé um pouco mais para dentro e logo uma senhora, decerto já farta de avisar os visitantes, exclamou desagradavelmente: “NÃO ULTRAPASSEM A LINHA”. Só faltavam os alarmes e os feixes de luzes tipo laser para nos fazer crer no filme “Como roubar um milhão”.&lt;br /&gt;O quadro do Matisse era de 1895, dez anos antes do baptismo do movimento, o que causou certa confusão na minha cabeça.&lt;br /&gt;Aprecio pintura, mas à minha maneira. Não sou crítico nem especialista, pelo contrário. Aprecio-a sentindo. Afasto-me do quadro, observo-o e tento ver que sensações transmite. Se transmitir, gosto, caso contrário, para mim não serve. Não tem nada a ver com a fama do quadro, o seu valor, a sua história. Tem a ver com o que desperta. Às vezes é um detalhezinho, imperceptível, que torna um quadro valioso aos meus olhos.&lt;br /&gt;Aqui passou-se o mesmo. Muitos quadros de Valtat, (também não conhecia o nome, sou mais que leigo nestes assuntos, sou ignorante), mas só um me chamou a atenção. Uma natureza morta representando dois peixes vermelhos, colocados em cima de uma mesa.&lt;br /&gt;Pois, apesar de mortos, tinham vida. Os detalhes das escamas, dos olhos, das guelras. Aqui um traço a óleo, cortado por uma passagem de unha, retirando o referido óleo. Imaginei a figura sem aquele corte de unha, e esta tornava-se completamente diferente. Muito mais pobre.&lt;br /&gt;Como um detalhe insignificante pode alterar a essência de um quadro.&lt;br /&gt;Mais adiante, a colecção de Albert Marquet (outro nome que nem sabia que existia). Esse seguiu sempre uma linha independente dos fauvistas, conforme mais tarde retirei a informação da NET.&lt;br /&gt;Um dos seus quadros representava um porto com a aurora a romper. A luminosidade da linha do horizonte era tal, que dava a sensação de que apagando as luzes da sala, o quadro brilharia por si só. Extraordinário efeito. Esse sim, gostaria de pendurar na minha sala. O nome de Marquet junta-se agora aos dos pintores que conheço.&lt;br /&gt;Mais longe, outro quadro captou a minha atenção. Era uma representação da aldeia de Colliure, pintada por um certo Martin. Os detalhes da representação das casas e dos respectivos telhados é extraordinária. Mais uma vez fiquei em frente do quadro uma boa dezena de minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, expõem-se quadros de artista nacionais. Em nada ficam a dever em termos de qualidade, o que faz reflectir sobre as causas de um pintor vir a ficar na história e outro ser completamente ignorado. Sorte? Destino? História? Autopromoção? Promoção póstuma e negociatas de forma a elevar o valor dos quadros?&lt;br /&gt;Difícil de adivinhar as causas. Certamente uma mistura disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição é interessante, há sempre qualquer detalhe a observar. Não cansa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114053662207328182?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114053662207328182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114053662207328182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/pintura-le-fauvisme.html' title='Pintura - le fauvisme'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-114052137329184892</id><published>2006-02-21T03:20:00.000-08:00</published><updated>2006-02-21T03:29:33.756-08:00</updated><title type='text'>Serei Forreta?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fui confrontado recentemente com a seguinte afirmação: “Acho que és um forreta”.&lt;br /&gt;Foi um tiro que me acertou em pleno. Estanquei, ergui a cabeça e os olhos subiram-me nas órbitas, sinal de profunda perplexidade.&lt;br /&gt;“Forreta?  Eu?”&lt;br /&gt;Nunca me tinha posto essa questão. Na minha juventude, forreta era o tio Patinhas, que não partilhava o dinheiro do seu depósito com ninguém, que tinha a moedinha nº 1 em redoma de vidro, que gostava de tomar banho nas centenas de milhares de notas de cruzeiros. Era isso a imagem do forreta. Para além disso, considerava como forretas aqueles que viviam no limiar de pobreza ou perto dela, podendo no entanto usufruir de recursos financeiros importantes.&lt;br /&gt;Forretas eram aqueles que se recusavam a ceder um cigarrito nos intervalos do liceu, quando aproximados e cercados pelo bando de cravas que nós éramos.&lt;br /&gt;“Dá-me um cigarro”&lt;br /&gt;“És um crava, só tenho três para os intervalos, olha aqui” defendiam-se os felizes possuidores de maços, como podiam e sabiam, deixando os restantes cigarros escondidos na pasta.&lt;br /&gt;Forreta? Eu? Não sou o tio Patinhas, isso não. No entanto também não gostava de ser a vítima constante dos ataques dos cravas, sempre prontos a esvaziarem os maços de tabaco que de vez em quando comprava. Como também detestava desembolsar dinheiro nos diversos jogos de cartas com os quais ocupávamos as nossas tardes de ócio.&lt;br /&gt;Isto porque era um recurso escasso. Simplesmente escasso e todo o cuidado era pouco para que não se reduzisse a zero.&lt;br /&gt;Como mais escasso ficou ainda nos tempos universitários. Terminei os estudos com dinheiro emprestado, rapidamente pago com os primeiros salários.&lt;br /&gt;A situação desanuviou-se consideravelmente com o primeiro emprego. O salário era uma quantidade de dinheiro nunca vista, que entrava de rompante na conta bancária no final do mês. Quantia enorme sobretudo para alguém ainda com vida de universitário. Foi um período de vacas gordas, não porque o salário fosse muito elevado, mas sim porque não estava habituado a gastar.&lt;br /&gt;Casamento, filhos, a escala dos custos aumentou consideravelmente, mas os rendimentos não. O período de escassez voltou.&lt;br /&gt;Hoje em dia, a uma outra escala, os recursos continuam escassos. Apesar de considerar que ganho bem a vida, certamente muito acima da média geral, continuam escassos. Escassos porque tenho sempre a sensação de que não chegam, que são limitados. Penso sempre duas vezes antes de entrar em despesas extraordinárias. Comparo sempre. Uma entrada no cinema vale dez bicas, cinco a seis jornais, as portagens diárias de auto-estrada que tenho de pagar, setenta por cento de uma refeição económica.&lt;br /&gt;Um fim-de-semana comprido e apetecível custaria cerca de cinquenta contos, x por cento do ordenado, a gasolina para um mês e meio, y por cento das propinas de um dos meus filhos, etc. etc.&lt;br /&gt;Comparo sempre, renuncio a adquirir aquilo que por instinto sei que vai ser mal gasto, por desaproveitamento posterior, por não corresponder com o padrão dos gastos diários de uma família com três filhos, porque colocado na balança em comparação directa com outras despesas que ainda não foram feitas, mas necessárias, perdem de imediato o carácter urgente com que nos surgem.&lt;br /&gt;Os “meus” rendimentos e bens não são meus. São dos meus filhos. Eu sou simplesmente o administrador, que gere, optimiza, aconselha, trava o consumo. E que tem o cuidado de estar alerta às voltas da roda da fortuna e de estar o melhor preparado possível para enfrentar tempos mais duros que possam advir. Posso dizer que estou melhor preparado que muita gente para eventuais infortúnios.&lt;br /&gt;Depois, naturalmente, tenho tendências espartanas, minimalistas. Para mim, conforto a mais como que amolece, é sinal de decadência, é sinónimo de abandalhamento, de consumismo. É desrespeito por aqueles que lá não podem chegar. Como aparecer em frente das pessoas que trabalham para mim, simplesmente arvorando riqueza e consumismo?&lt;br /&gt;Depois, como homem que aprecia grandes caminhadas em montanha e natureza diversa, que gosta do frugal da vida ao ar livre, da sua falta de conforto, frio, calor, chuva, sol, da terra em si, dos espaços livres, como poderia mudar de espírito na minha vida urbana? Sentado em carros com assentos de couro? Com estrelas ou bolinhas tipo jogos olímpicos? Que consomem o dobro do combustível necessário? Que farão exactamente o mesmo numero de quilómetros que um outro? Não faria sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E depois, de vez em quando tenho nostalgia de tempos passados, viajavamos cinco num carro, comiamos arroz com massa, roubavamos laranjas num laranjal, pagavamos a renda de um apartamento de ferias que serviriam para quinze amigos. Tudo isto "sem" dinheiro, ou quase. Mas com um espirito que hoje me traz muitas saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta linha de raciocínio e de coerência comigo próprio, por princípio não gasto recursos em:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roupa cara, carro caro, hotéis cinco estrelas.&lt;br /&gt;- Casas sobreaquecidas, almoços e jantares pantagruélicos.&lt;br /&gt;- Portagens de auto-estradas, quando as posso evitar e tenho tempo.&lt;br /&gt;- etc. etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas posso gastar com:&lt;br /&gt;- Amigos&lt;br /&gt;- Livros, musica, espectáculos&lt;br /&gt;- Tempos livres&lt;br /&gt;- etc. etc. etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serei forreta?&lt;br /&gt;Ou simplesmente consciente da escassez de recursos, da superficialidade e carácter desprezível de comportamentos consumistas, do simples facto que não temos nenhum direito ao desperdício?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica ao vosso critério.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-114052137329184892?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114052137329184892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/114052137329184892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/serei-forreta.html' title='Serei Forreta?'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113984370601130056</id><published>2006-02-13T06:58:00.000-08:00</published><updated>2006-02-13T07:24:15.870-08:00</updated><title type='text'>Todos à Exposição</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Como podem deduzir, há mais artistas na minha familia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em profundo contraste com o pouco talento do irmão, as pinturas são agradáveis, conforme já tive a ocasião de ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As fotos, ainda não as vi, mas estou muito curioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Não deixem de ir. Vale certamente a pena.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;Marquem já na vossa agenda&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;FIXAR O INSTANTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PANOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exposição de Fotografia e Pintura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura Vasconcellos e Gabriela Fernandes Pinto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4 de Março 2006 e dias seguintes&lt;br /&gt;Pelas 17.30.&lt;br /&gt;Junta de Freguesia de Santos-O-Velho&lt;br /&gt;Rua da Esperança 49&lt;br /&gt;1200-655 Lisboa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Ó estátua da hora! Ó minha cor, ó meu som, ó meu aroma – sempre te hei-de sentir, e fremir, e divagar…&lt;br /&gt;Vês tu: Nem teve fim a nossa vitória. Pois eu não fixei apenas o instante luminoso. Fiz mais: desci da vida – hoje sou eu próprio essa auréola. Sou o Instante.&lt;br /&gt;Estilizei-me em tempo. Parei.&lt;br /&gt;Que delírios, o resto?"&lt;br /&gt;Mário de Sá Carneiro in O Fixador de Instantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A primeira imagem! Aquilo que É! Será o real uma aparição? É precisamente isso, uma aparição, o que o instante, o que o momento em que apreendemos uma coisa nos proporciona. Assim, a imagem real que tenho de ti, meu ser amado, é aquela do instante em que te olhei sem pensar…" Laura Vasconcellos in O Gesto&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113984370601130056?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113984370601130056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113984370601130056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/todos-exposio.html' title='Todos à Exposição'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113958395000290255</id><published>2006-02-10T07:02:00.000-08:00</published><updated>2006-02-10T07:05:50.020-08:00</updated><title type='text'>Tennis - Cinema - Match point</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;MATCH POINT.&lt;/strong&gt;  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Título do último filme de Woody Allen. Por sinal um filme poderoso.&lt;br /&gt;Mas o título está enganado. Woody Allen, como leigo que deve ser no tennis, foi simplesmente mal aconselhado.&lt;br /&gt;Quem joga tennis sabe que o match point é o ponto que &lt;strong&gt;pode&lt;/strong&gt; decidir o jogo. Pode ser o último ponto do jogo se um dos adversários o ganhar, mas também pode ditar a continuidade se o outro adversário o ganhar.&lt;br /&gt;Match point significa assim que “este ponto &lt;strong&gt;pode&lt;/strong&gt; ser o último do encontro”.&lt;br /&gt;Nada tem a ver com a bola tocar na rede e poder cair para um lado ou para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo alguns jogadores meus companheiros, se a bola toca na rede e cai do lado de cá, chama-se a isso “AZAR” ou “GALO”&lt;br /&gt;Se cair do outro lado, chama-se a isso “CHOURIÇO” ou “VACA” ou “PAIO”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo tendo em conta esta imprecisão, não deixem de ver o filme.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113958395000290255?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113958395000290255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113958395000290255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/tennis-cinema-match-point.html' title='Tennis - Cinema - Match point'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113956421713114228</id><published>2006-02-10T01:31:00.000-08:00</published><updated>2006-02-10T07:06:30.263-08:00</updated><title type='text'>Tennis - 2º dia do torneio</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dia seguinte :&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vimos tudo. Perdi sem apelo nem agravo. 6-3 6-1. Não há grande diferença de nível, aguentei bem os primeiros jogos, comandei os pontos durante um certo tempo, tive boas oportunidades de me colocar a ganhar 4-2 no primeiro set, mas a consistência do adversário é demais. Não falha uma bola, mesmo aquelas que julgamos estar fora do alcance dele voltam com precisão, o que nos obriga a jogar com maior grau de risco. Cada conclusão que falhamos é jogo quase certo para ele. Aos poucos vai tomando conta do jogo e no final pouco sobra para os outros. É um “&lt;em&gt;bom&lt;/em&gt;” jogador de competição, não há dúvida.&lt;br /&gt;Quanto à qualidade do indivíduo em si, (e espero que ele leia estas linhas, apesar de ser muito pouco provável), deixou muito a desejar. Raramente joguei com um indivíduo tão desagradável. Enquanto foi apertado no primeiro set, ouvi o reportório geral dos palavrões das obras (não faz mal, estou habituado, até acho uma certa graça conseguir exasperar os adversários daquela forma). As várias referências ao “&lt;em&gt;chouriço&lt;/em&gt;” do adversário é que caem mal, pois o único que pode decidir se foi sorte ou não é o próprio executante. É uma enorme falta de respeito que expôs muito claramente a sua má educação e o mal acabado do seu verniz. É um indivíduo ainda em tosco, faltando-lhe os acabamentos finais. E no entanto a sua formação de médico (parece-me que ouvi isto algures) deveria ter-lhe polido um pouco mais o espírito.&lt;br /&gt;Tanto quanto gostei de alguns adversários, que mesmo após algumas altercações no terreno de jogos se tornaram pessoas que eu cumprimento com cordialidade, este decerto vou esquecer rapidamente.&lt;br /&gt;No final, o juiz-árbitro ainda me perguntou se eu não me queria inscrever no próximo torneio, já para a semana, ao qual respondi agradecendo:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Só jogo os torneios aqui perto de casa e de vez em quando. Para mais não tenho paciência, além de achar extremamente limitativo passar a vida em torneios.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Frase feita para o adversário ouvir, que num canto da sala arrumava o saco, e que joga no mínimo quarenta torneios por ano.&lt;br /&gt;Não houve reacção, penso que não chegou a compreender para quem era a observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Pedro e o Miguel jogam hoje as suas segundas rondas.&lt;br /&gt;Estou curioso de saber os resultados e logo que os souber, publica-los-ei.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113956421713114228?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113956421713114228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113956421713114228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/tennis-2-dia-do-torneio.html' title='Tennis - 2º dia do torneio'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113950344169900249</id><published>2006-02-09T08:39:00.000-08:00</published><updated>2006-02-09T08:44:02.093-08:00</updated><title type='text'>Tennis</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;8 de Fevereiro de 2006   -&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os interclubes de equipas de ténis aí estão no horizonte.&lt;br /&gt;Mal ou bem lá vencemos o obstáculo Inverno, sem males maiores, a não ser o problema do tennis-elbow do Pedro Brito, que nos obrigou a parar até Janeiro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Mais de cinquenta”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mais de cinquenta é a idade que temos. É também o grupo etário em que inscrevemos a nossa equipa.&lt;br /&gt;Os “mais de quarenta e cinco”, foi o nosso grupo etário do ano passado.  Brilhantemente e com os pés bem assentes na terra, alguma sorte (diga-se de passagem),  fomos finalistas derrotados (ver crónica anterior). Adquirimos o direito de jogar este ano o campeonato de primeira divisão.&lt;br /&gt;Prescindimos disso, não sem o Pedro ter comentado que todo o seu sacrifício do ano transacto, incluindo a salgadíssima conta do fisioterapeuta, afinal não serviu para nada, a não ser a ocasião dos seus companheiros de equipa receberem um diploma e uma medalhazinha.&lt;br /&gt;Prescindimos porque conhecemos bem o mundo do ténis, sobretudo as faixas etárias mais jovens, pelas quais já transitámos. Conhecemos assim o modo de pensar, a sua psicologia, e por isso mesmo, fugimos dela para zonas mais clementes.&lt;br /&gt;Os “mais de quarenta e cinco” este ano estão repletos de “quarenta e cincos”, ainda no ano passado todos competidores da classe “mais de trinta e cinco”.  Ainda há dois anos, com quarenta e três, fartos de levar monstruosas tareias de competidores com trintas e alguns, muitíssimos superiores em técnica, força e resistência, não queriam outra coisa senão ganharem o mais rapidamente possível os dois aninhos que faltavam, para poderem inscrever-se nos torneios da classe superior e assim vingarem-se das frustrações e resultados desastrosos recentemente efectuados.&lt;br /&gt;Eles aí estão, cheios de sangue na guelra, ansiosos por pregarem humilhações terríveis aos velhotes já estabelecidos na classe.&lt;br /&gt;É caso para dizer que o mundo do ténis funciona ao contrário. No mundo real, todos temos a tendência de não querer que a idade avance. No mundo do ténis passa-se exactamente o contrário. Quanto mais depressa entramos numa nova classe etária, melhor, mesmo que seja a custo de perdermos um ou dois aninhos de vida. O que interessa é o resultado.&lt;br /&gt;E assim fugimos para a classe “+ de 50”.&lt;br /&gt;Não sem nos ocorrer que “Agora é que vamos dar cabo dos velhotes de + de 50 anos. Agora é que vamos ser campeões nacionais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em rodagem, treinamos afincadamente para cumprir os nossos objectivos. O de ganhar ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inscrevemo-nos todos no torneio de veteranos do TCE, que se joga esta semana. Todos na faixa etária dos 50+.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sorteio foi-me clemente (relativamente). Ontem joguei pela primeira vez, pensando de novo que iria fazer um grande jogo.&lt;br /&gt;Venci, mas não foi nada do que pensei. O adversário, devidamente instruído por quem me conhece de ginjeira, passou todo o jogo a fazer aquilo que não gosto. Centenas de amorties, (bolas que caem logo a seguir à rede e que morrem no local) aos quais normalmente em treino não corro por falta de paciência (e certa preguiça, claro).&lt;br /&gt;Ontem tive de correr. Tanto que as ancas, já de si gastas por uma precoce artrose, me doeram horrores durante a noite toda, e ainda hoje as sinto. Ainda hoje cambaleio.&lt;br /&gt;Quando não eram amorties, eram outros golpes baixos, nada convencionais. Tive de lutar, pois a coisa não estava a correr nada bem. Falhei pancadas vergonhosas, mas vendo bem, tudo por mérito do adversário, que soube bem moer-me o juízo, tanto que no final do jogo já me perguntava a mim próprio o que é que estava ali a fazer, e se não estaria melhor a ler um livro ou a ouvir música.&lt;br /&gt;Enfim, lá passei com o resultado de 6-4  7-5 à segunda ronda, que vai ser hoje às 21.00, a jogar contra o campeão nacional da classe, o Bento Monteiro.&lt;br /&gt;É mais que provável que amanhã já seja unicamente mero espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Miguel ganhou. 6-0  6-0. Quando lhe disse maldosamente que o adversário não devia valer nada, e se ele acaso não tinha reparado que era coxo e vesgo, respondeu-me que não, que tinha jogado muito bem. A ver vamos, a continuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O duelo fratricida entre o Pedro e o Serrinha terminou com a vitória do Pedro por 6-3    6-4.&lt;br /&gt;Portanto, em quatro, passámos três à segunda ronda. Só o Serrinha já está livre de compromissos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ver vamos, logo …..&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113950344169900249?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113950344169900249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113950344169900249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/tennis.html' title='Tennis'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113933026736811272</id><published>2006-02-07T08:31:00.000-08:00</published><updated>2006-02-08T02:27:10.160-08:00</updated><title type='text'>Vela ligeira - saímos em Snipe</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eu e o Luis fizemos dezenas destas saídas, cada uma melhor que as outras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em Snipe não há espaço para aborrecimento. Esquecemo-nos do tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E quando saímos da água, a conversa é sobre "quando é que voltamos..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#ff0000;"&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/snipe.pdf"&gt;download texto .....&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113933026736811272?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113933026736811272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113933026736811272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/vela-ligeira-samos-em-snipe.html' title='Vela ligeira - saímos em Snipe'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113898309517398318</id><published>2006-02-03T08:02:00.000-08:00</published><updated>2006-02-03T08:11:35.210-08:00</updated><title type='text'>J. von Eichendorf  -  poesia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Schläft ein Lied in allen Dingen,&lt;br /&gt;die da träumen fort und fort,&lt;br /&gt;und die Welt hebt an zu singen&lt;br /&gt;triffst Du nur das Zauberwort.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. von Eichendorff&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tradução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as cousas dorme uma melodia&lt;br /&gt;Todas sonham, sonham sem despertar&lt;br /&gt;E o mundo elevar-se-á em divina sinfonia&lt;br /&gt;Se a palavra magica conseguires encontrar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113898309517398318?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113898309517398318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113898309517398318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/j-von-eichendorf-poesia.html' title='J. von Eichendorf  -  poesia'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113879446249709423</id><published>2006-02-01T03:30:00.000-08:00</published><updated>2006-02-01T03:47:42.513-08:00</updated><title type='text'>Almanzor - Fernando Pessoa / Alberto Caeiro respondem-me</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No pico do Almanzor ocorreu-me da possibilidade de as montanhas terem vida. Tão lenta que nós não nos apercebemos da sua passagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Senti o panorama com os olhos, o silêncio com ouvidos, o vento com o tacto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Senti, não pensei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Pessoa, por intermédio de um dos seus personagem, Alberto Caeiro, o homem do campo, respondeu-me :&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Sou um guardador de rebanhos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O rebanho é os meus pensamentos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E os meus pensamentos são todos sensações&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Penso com os olhos e com os ouvidos&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E com as mãos e os pés&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E com o nariz e a boca.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;O essencial é saber ver&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Saber ver sem estar a pensar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Saber ver quando se vê&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E nem pensar quando se vê&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Nem ver quando se pensa&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais adiante ....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Porque os poetas místicos dizem que as flores sentem&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E dizem que as pedras têm alma&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E que os rios têm extases ao luar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Mas as flores, se sentissem não eram flores,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Eram gente&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E se as pedras tivessem alma, eram cousas vivas, não eram pedras&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;E se os rios tivessem êxtases ao luar&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Os rios seriam homens doentes.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                      &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                           &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113879446249709423?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113879446249709423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113879446249709423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/02/almanzor-fernando-pessoa-alberto.html' title='Almanzor - Fernando Pessoa / Alberto Caeiro respondem-me'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113828480226671900</id><published>2006-01-26T05:53:00.000-08:00</published><updated>2006-01-30T07:14:39.660-08:00</updated><title type='text'>Vela ligeira - Laser</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O Laser é um barco dificílimo, mas que prazer .....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Crónica dos meus primeiros contactos com o Laser. &lt;span style="COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/laser.pdf"&gt;Download crónica&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113828480226671900?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113828480226671900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113828480226671900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/vela-ligeira-laser.html' title='Vela ligeira - Laser'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113751014046110835</id><published>2006-01-17T06:58:00.000-08:00</published><updated>2006-01-17T13:42:21.606-08:00</updated><title type='text'>Almanzor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Finalmente deixou de ser um sonho. Subi ao cume do Almanzor e toda a serra de Gredos se apresentou a meus pés ...   &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/almanzor.pdf"&gt;Download texto&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113751014046110835?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113751014046110835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113751014046110835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/almanzor.html' title='Almanzor'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113745307922468475</id><published>2006-01-16T15:05:00.000-08:00</published><updated>2006-01-16T15:11:19.236-08:00</updated><title type='text'>O GRIFO</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Valle Abdallajiz - Dia de escalada clássica em companhia dos grifos.&lt;br /&gt;Os grifos não batem asas. Entram e sobem no ascensor da natureza.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/o%20grifo.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Download texto ....&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113745307922468475?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113745307922468475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113745307922468475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/o-grifo.html' title='O GRIFO'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113715267040748516</id><published>2006-01-13T03:41:00.000-08:00</published><updated>2006-01-13T03:44:30.420-08:00</updated><title type='text'>sem comentários</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Muere lentamente&lt;br /&gt;quien no lee&lt;br /&gt;quien no oye música&lt;br /&gt;quien no encontra gracia en sí mismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muere lentamente&lt;br /&gt;quien destruye su amor próprio&lt;br /&gt;quien no se deja ayudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muere lentamente&lt;br /&gt;quien se transforma en un esclavo del hábito&lt;br /&gt;repitiendo todos los dias los mismos&lt;br /&gt;trayectos,&lt;br /&gt;quien no cambia de marca,&lt;br /&gt;no se atreve a cambiar el color de su&lt;br /&gt;vestimenta&lt;br /&gt;o bien no conversa com quien no conoce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muere lentamente&lt;br /&gt;quien evita una pasión y su remolino de&lt;br /&gt;emociones,&lt;br /&gt;justamente estas que regresan el brillo a los ojos&lt;br /&gt;y restauran los corazones destrozados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muere lentamente&lt;br /&gt;quien no gira el volante cuando está infeliz com&lt;br /&gt;su trabajo, o su amor&lt;br /&gt;quien no ariesga lo cierto ni lo incierto para ir&lt;br /&gt;atrás de un sueño&lt;br /&gt;quien no se permita, ni siquiera una vez en su&lt;br /&gt;vida&lt;br /&gt;huir de los consejos sensatos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pablo Neruda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113715267040748516?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113715267040748516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113715267040748516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/sem-comentrios.html' title='sem comentários'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113697006182780257</id><published>2006-01-11T00:54:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T11:40:39.223-08:00</updated><title type='text'>Mozart toca para mim</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;Todos já recebemos um livro de que gostamos especialmente.&lt;br /&gt;Todos também já recebemos um CD de que gostamos especialmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;Este é especial (livro e CD num todo) ... &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/mozart1.pdf"&gt;Download texto ...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;a href="http://www.amazon.fr/exec/obidos/ASIN/2226168206/qid=1136383511/sr=1-1/ref=sr_1_8_1/171-9453551-5748220"&gt;Endereço Amazon.fr sobre detalhes do livro ...&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113697006182780257?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113697006182780257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113697006182780257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/mozart-toca-para-mim.html' title='Mozart toca para mim'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113647475684768395</id><published>2006-01-05T07:20:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T11:40:09.503-08:00</updated><title type='text'>SERRA da ARRABIDA no último dia do ano</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Último dia do ano. É sábado e consequentemente alguns elementos do nosso grupo (quase todos) arranjaram tempo para efectuarmos a última caminhada do ano 2005, desta vez na Serra da Arrábida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Serra da Arrábida é magnífica.&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;                          &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;a style="color: rgb(255, 0, 0);" href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/cronica%20arrabida.pdf"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;Download crónica .....&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113647475684768395?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113647475684768395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113647475684768395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/serra-da-arrabida-no-ltimo-dia-do-ano.html' title='SERRA da ARRABIDA no último dia do ano'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113628197073466730</id><published>2006-01-03T01:41:00.000-08:00</published><updated>2006-01-03T09:59:04.870-08:00</updated><title type='text'>Tennis - Campeonato Nacional Interclubes +45 anos</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Representando o Clube Tennis do Estoril, fomos campeões regionais de Lisboa do ano 2005. Como tal fomos apurados para participar na fase final, organizada pelo TC Espinho, em Espinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Apurámo-nos para a final, mas a equipa de Guimarães venceu-nos merecidamente. No entanto não deixámos de lutar que nem leões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Fim-de-semana activo, com grandes batalhas e cenas divertidas, em que ganhou o nosso espírito de grupo.  &lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/tennis.pdf"&gt;Download crónica&lt;/a&gt;...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113628197073466730?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113628197073466730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113628197073466730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/tennis-campeonato-nacional-interclubes.html' title='Tennis - Campeonato Nacional Interclubes +45 anos'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113614339721249738</id><published>2006-01-01T11:18:00.000-08:00</published><updated>2006-01-03T01:20:45.063-08:00</updated><title type='text'>As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se há algo divertido, então são estas obras completas de Shakespeare em 97 minutos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É uma peça inglesa, sublimemente adaptada por esta turma de loucos no bom sentido da palavra, o João Carracedo, o Manuel Mendes e o Simão Rubim, da companhia teatral do Chiado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Gags, uns atrás dos outros, sem interrupções. Não consigo contá-los todos, nem me lembraria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Retenho no entanto uma das obras, encenada e cantada &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em estilo Rap"&gt;em estilo Rap&lt;/st1:personname&gt;, em que os actores puseram uns óculos “à preto”(Também no bom sentido da palavra). Tudo &lt;st1:personname st="on" productid="em rima. Fant￡stico."&gt;em rima. Fantástico.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Retive também a cara de triste do Simão e a cara de estúpido do João a imitarem dois jograis a tocarem alaúde. Novamente fantástico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;São muito mais de 97 minutos, pois no final o Simão dá um show que só por si vale o bilhete.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Parabéns a esta tropa, merecem-no plenamente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Se por acaso eles tropeçarem neste comentário, e se me sair o Euromilhões, podem contar comigo como filantropo patrocinador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Endereço : &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.companhiateatraldochiado.pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;www.companhiateatraldochiado.pt&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113614339721249738?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/feeds/113614339721249738/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20355767&amp;postID=113614339721249738' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113614339721249738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113614339721249738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2006/01/as-obras-completas-de-william.html' title='As obras completas de William Shakespeare em 97 minutos'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113606528141438774</id><published>2005-12-31T13:37:00.000-08:00</published><updated>2006-01-03T04:31:33.266-08:00</updated><title type='text'>Fim-de-semana no Caldeirão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;3-4 de Dezembro. Fim-de-semana de caminhadas com base em Cachopo, Serra do Caldeirão. Organização do CAAL.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/caldeirão.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Download crónica...&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113606528141438774?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/feeds/113606528141438774/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20355767&amp;postID=113606528141438774' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113606528141438774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113606528141438774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2005/12/fim-de-semana-no-caldeiro.html' title='Fim-de-semana no Caldeirão'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113598600641545288</id><published>2005-12-30T15:39:00.000-08:00</published><updated>2006-01-03T01:19:37.150-08:00</updated><title type='text'>Harold Pinter - Premio Nobel da Literatura</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O texto de Harold Pinter fez-me recordar algo ...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://nobelprize.org/literature/laureates/2005/pinter-lecture.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Download discurso de Harold Pinter&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Recordou-me algo - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/harold%20pinter.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Download texto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; ...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113598600641545288?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/feeds/113598600641545288/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20355767&amp;postID=113598600641545288' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113598600641545288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113598600641545288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2005/12/harold-pinter-premio-nobel-da.html' title='Harold Pinter - Premio Nobel da Literatura'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20355767.post-113598485024590056</id><published>2005-12-30T15:14:00.000-08:00</published><updated>2006-01-03T01:20:19.690-08:00</updated><title type='text'>Concerto na Gulbenkian - Magdalena Kozenà</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Assisti por mero acaso a este concerto. No final aplaudi longamente...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pwp.netcabo.pt/f.estacio/concerto.pdf"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Download texto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; ...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20355767-113598485024590056?l=cronicasetextos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/feeds/113598485024590056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20355767&amp;postID=113598485024590056' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113598485024590056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20355767/posts/default/113598485024590056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cronicasetextos.blogspot.com/2005/12/concerto-na-gulbenkian-magdalena-kozen.html' title='Concerto na Gulbenkian - Magdalena Kozenà'/><author><name>Henrique Fernandes Pinto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12359530035051987077</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
